15/01/2026

20 de Novembro : Resistência Negra em Paranaguá,Transforma a História.

Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra: memória, luta e identidade

Celebrado em 20 de novembro, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra homenageia Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo da história do Brasil e símbolo da resistência negra contra a escravidão. A data marca o legado de luta, liberdade e afirmação cultural que influencia o país até hoje.

Zumbi foi morto em 1695, mas sua trajetória permanece como representação da busca por direitos e dignidade da população negra. Por isso, desde o início dos anos 2000, movimentos sociais passaram a reivindicar o 20 de novembro como contraponto ao 13 de maio data da abolição formal da escravidão destacando que a liberdade não foi concedida, mas conquistada.

Em diversas regiões do país, o dia é marcado por atos culturais, debates, palestras, feiras literárias, apresentações de maracatu, capoeira e outras expressões afro-brasileiras. Escolas e instituições aproveitam o período para discutir racismo estrutural, inclusão e igualdade racial.

Atualmente, o feriado é oficial em centenas de municípios e em vários estados brasileiros. Para especialistas, a data cumpre papel essencial no reconhecimento das contribuições da população negra para a formação do Brasil, mas também reforça a urgência de enfrentar desigualdades ainda profundas em áreas como educação, trabalho, segurança e representatividade.

Mais do que celebrar a herança africana, o Dia da Consciência Negra busca inspirar reflexão contínua sobre passado, presente e futuro lembrando que a construção de um país mais justo passa pelo compromisso de toda a sociedade com o combate ao racismo.

Igreja de São Benedito: Um Símbolo de Devoção e Cultura em Paranaguá

São benedito:

Seu nome original era Benedito Caravelas e viveu até 1885, um líder nato e bastante viajado, conhecia muito do nordeste. Suas andanças conferira-lhe a alcunha de “Meia-légua”. Andava sempre com uma pequena imagem de São Benedito consigo, que ganhou um significado mágico depois.

Ele reunia grupos de negros insurgentes, invadindo as Senzalas, libertando outros negros escravos.
Contam que ele era um estrategista ousado e criativo, criava grupos pequenos para evitar grandes capturas e soltavam os escravos nas fazendas diferentes simultaneamente. A genialidade do plano era que o líder de cada grupo se vestia exatamente como ele.

Sempre que um tinha o infortúnio de ser capturado, Benedito reaparecia em outras rebeliões. Os fazendeiros passaram a crer que ele era Imortal. E sempre que haviam notícias de escravos se rebelando vinha a pergunta “Mas será o Benedito?”
O mito ganhou força após uma captura dramática. Benedito chegou a São Mateus (ES) amarrado pelo pescoço, sendo puxado por um capitão do mato montado a cavalo. Foi dado como morto e levado ao cemitério dos escravos, na igreja de São Benedito.

No outro dia, quando foram dar conta do corpo, ele havia sumido e apenas pegadas de sangue se esticavam no chão. Surgiu a lenda que ele era protegido pelo próprio São Benedito. Por mais de 40 anos ele e seu Quilombo, mais do que resistiram, golpearam o sistema escravocrata.

Meia-Légua só foi morto na sua velhice, manco e doente. Ele dormia em um tronco oco de árvore. Esconderijo que foi denunciado por um caçador. Seus perseguidores ficaram a espreita, esperando Benedito se recolher. Tamparam o tronco e atearam fogo.

Seu legado é um rastro de coragem, fé, ousadia e força para lutar pelo nosso povo, que ainda hoje é representado em encenações de Congada e Ticumbi pelo Brasil.
Em meio as cinzas encontraram sua pequena imagem de São Benedito.

Dr.Olavo Muniz de Carvalho mantem a tradição e a religiosidade a São Benedito, a manutenção da igreja é mantida através de um grupo de devotos.