O empreendedor Marcos Poiato perseverou até encontrar uma forma de reciclar corretamente um descarte complexo, que passa despercebido por muitas pessoas: as bitucas de cigarro. Ele comanda a Poiato Recicla, usina de reciclagem de cigarros que atua da coleta à destinação do resíduo do processo.
As bitucas levam até 15 anos para de se decompor e, durante esse longo período, contaminam o meio ambiente com substâncias tóxicas e perigosas aos seres vivos. Poiato, que atuava na área comercial da indústria farmacêutica, decidiu fazer algo para resolver a questão. “Eu entendi que esse problema tinha interface muito grande com minha expertise”, afirmou em entrevista ao programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo.
O projeto teve início há cerca de 15 anos, quando o empreendedor instalou 150 coletores de bitucas em Votorantim (SP). Mas retirar os resíduos não era suficiente. Ele buscou uma forma de reciclá-los e encontrou uma tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília. Ao longo de seis anos, Poiato investiu R$ 1 milhão para viabilizar o processo, mecânico e químico, que transforma as bitucas em massa de celulose, livre de odores e toxinas.
Atualmente, a Poiato Recicla trabalha com 9 mil pontos espalhados pelo Brasil – por mês, entre 1,5 e 2 toneladas são coletadas. A massa é destinada a artesãos, que utilizam-na como matéria-prima, mas tem aplicações diversas: até uma pista de skate sustentável já foi construída com o material. Em 2025, a empresa faturou R$ 3 milhões.

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