03/03/2026

Peke Bocudo: “ Perco Meu Mandato, Mas Não Vão Me Calar! ”

O vereador Marcelo Peke Bocudo, de Paranaguá, afirmou que recebeu uma recomendação do Ministério Público do Estado do Paraná orientando sobre como deve realizar fiscalizações na área da Saúde.

Segundo ele, o documento alerta para possível enquadramento por improbidade administrativa caso as orientações não sejam seguidas de forma rigorosa.

A declaração provocou forte reação popular.

Em tom firme, o vereador disse: “Perco meu mandato, mas não vão me calar”.

Nas ruas e nas redes sociais, moradores demonstram apoio. Muitos afirmam que ele é um dos poucos parlamentares que visitam pessoalmente as unidades de saúde para verificar o que está acontecendo.

A recomendação do Ministério Público é um instrumento usado para orientar agentes públicos e prevenir irregularidades. Não significa condenação. No entanto, pode abrir caminho para investigação caso não seja cumprida.

Marcelo Peke Bocudo afirma que há anos visita as UPAs da cidade. Ele confere se médicos estão nos plantões, se a carga horária está sendo cumprida, se o atendimento está adequado e se a estrutura das unidades está funcionando corretamente.

Durante as visitas, conversa com pacientes e ouve reclamações. Segundo ele, essa é a função de quem foi eleito para representar o povo.

Parte da população vê a situação com preocupação.

Moradores afirmam que, se ele deixar de fiscalizar, quem estará lá dentro acompanhando de perto? Para muitos, a vítima dessa disputa não será o vereador, mas o povo de Paranaguá.

Apoiadores dizem que na área da saúde não pode haver descaso. Argumentam que um minuto de negligência pode custar vidas, principalmente de mulheres, idosos e crianças que já chegam fragilizados às unidades. Para essas pessoas, fiscalização é uma questão de sobrevivência.

Especialistas lembram que o vereador tem o dever constitucional de fiscalizar o Executivo, mas não pode interferir diretamente na gestão ou dar ordens a servidores. O equilíbrio entre fiscalizar e respeitar os limites legais é o que está em debate.

Em vários pontos da cidade, a manifestação é clara: a população quer acompanhamento constante nas unidades de saúde. Muitos afirmam que preferem um vereador atuante, mesmo sob pressão, do que a ausência de fiscalização.

Até o momento, não há decisão sobre qualquer cassação. O caso pode evoluir para investigação ou ser arquivado.

Marcelo Peke Bocudo reafirma que continuará exercendo o que considera seu dever. E, nas palavras de seus apoiadores, se houver silêncio na fiscalização, quem sofrerá será o cidadão comum que depende da saúde pública todos os dias.