Diante do período mais chuvoso do ano, a VPA Tur, da proprietária Karina Farias, reforça o alerta para os riscos de cabeças d’água em rios, cachoeiras e áreas naturais. Janeiro concentra os maiores volumes médios de chuva do ano no Paraná, especialmente no Litoral, onde cidades como Antonina, Guaraqueçaba e Guaratuba registram, historicamente, acumulados superiores a 380 milímetros.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), esse regime de chuvas intensas e concentradas em curto espaço de tempo, típico do verão, cria condições favoráveis para a ocorrência do fenômeno, mesmo em semanas sem previsão de chuva.
A cabeça d’água é caracterizada pelo aumento repentino do volume e da velocidade da água em rios, córregos e cachoeiras. O fenômeno ocorre, principalmente, em razão de chuvas intensas nas partes mais altas das bacias hidrográficas, comuns no verão. Mesmo que não esteja chovendo no local onde a pessoa se encontra, a água acumulada desce rapidamente, provocando uma elevação súbita do nível do rio, com forte correnteza e grande poder de arrasto.
Segundo a VPA Tur, alguns sinais podem indicar a formação de uma cabeça d’água antes mesmo da chegada da onda de cheia. Entre eles estão a mudança repentina da cor da água, que pode ficar mais escura ou barrenta, a presença de galhos, folhas e espuma descendo pelo rio, o aumento da velocidade da correnteza e um ruído mais intenso da água. Esses indícios devem ser levados muito a sério, pois costumam anteceder a elevação brusca do nível do rio.
O risco é maior em ambientes naturais como rios, córregos, cachoeiras, trilhas que cruzam cursos d’água, cânions e vales estreitos. Regiões de serra e áreas de mata fechada são especialmente vulneráveis, pois concentram a drenagem da água da chuva e dificultam a visualização do que está acontecendo rio acima.
Ao perceber qualquer alteração no nível da água ou na força da correnteza, a orientação é sair imediatamente do leito do rio e buscar um local alto e seguro. Não se deve tentar atravessar o curso d’água, recolher objetos ou retornar para pegar pertences. A prioridade deve ser ganhar altura e distância da água o mais rápido possível.
COMPORTAMENTOS DE RISCO
Alguns comportamentos aumentam significativamente o risco de ser surpreendido por uma cabeça d’água. Permanecer por longos períodos dentro de rios, cachoeiras ou cânions, especialmente em dias com previsão de chuva, é uma prática perigosa. Também não é recomendado acampar, fazer piqueniques ou descansar em ilhas, bancos de areia ou margens baixas. Outro erro comum é considerar apenas o clima local, sem levar em conta as condições meteorológicas de toda a região.
Para quem frequenta áreas naturais no Litoral e em regiões de serra, Karina Farias, reforça a importância do planejamento e da atenção ao ambiente:
“Antes de iniciar qualquer atividade em áreas naturais, é fundamental verificar a previsão do tempo, avisar familiares ou amigos sobre o roteiro e o horário previsto de retorno, além de evitar locais isolados ou sem rotas de fuga. A observação constante das mudanças no ambiente pode fazer toda a diferença para prevenir acidentes.”
Dicas rápidas de prevenção contra cabeça d’água:
Verifique a previsão do tempo para toda a região, não apenas para o local do passeio.
Evite rios, cachoeiras e trilhas em dias de chuva ou instabilidade climática.
Fique atento à mudança da cor da água e à presença de galhos e detritos.
Nunca permaneça em ilhas, bancos de areia ou margens baixas.
Ao notar qualquer alteração, saia imediatamente do leito do rio e busque local elevado.
Informações sobre passeios pelo Litoral do Paraná, entre em contato com a Karina farias da Vpa Tur:
(41) 99675.2338 Escritório Paranaguá.

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