Antonina é um município brasileiro do estado do Paraná.
Cidade litorânea com aproximadamente 20mil habitantes é uma das mais antigas cidades do Estado.
Os primeiros vestígios de sua ocupação foram encontrados nos sambaquis da região. Posteriormente índios carijós habitaram o local sendo que os primeiros povoadores datam de 1648 e 1654.
Antonina nasceu das catas e faisqueiras de ouro que em meados do século XVII existiam na região.
Em 1714, foi autorizada a construção de uma capela em homenagem à Virgem do Pilar nesse pequeno povoado e, assim, em 12 de setembro de 1714 ficou considerada a data de fundação de Antonina, sendo conhecida como Capela, seus habitantes foram chamados de “capelistas”.
Antonina tem seu conjunto histórico e paisagístico tombado como Patrimônio da União. Possui uma paisagem privilegiada, emoldurada pelos morros circundantes e pelas escarpas da Serra do Mar, com vegetação exuberante, sendo banhada pelas águas tranquilas da Baia de Antonina, onde o Atlântico avança com mais profundidade em toda a costa brasileira.
A cidade onde se encontra o Marco Zero da Estrada da Graciosa, alia mar, rios, morros, serra, rico acervo arquitetônico e cultural, saborosa gastronomia e aconchegantes pousadas situa-se a 84 km via BR-277 e 79 km via Estrada da Graciosa, da capital do estado, Curitiba.
Etimologia
O nome de Antonina é uma homenagem prestada ao Príncipe da Beira Dom António de Portugal em 1797.
Etimologicamente existem duas fontes: primeiro, do latim “antonius” que significa inestimável, segundo, do grego “antheos”, traduzido como flor.
<strong> História</strong>
Antonina é uma das mais antigas povoações do Paraná, tendo sua região sido perlustrada a partir do século XVII. A efetiva ocupação deu-se em 1648 quando o parnaibano Gabriel de Lara, o Capitão Povoador, sesmeiro da Nova Vila (Paranaguá), cedeu a Antonio de Leão, Pedro Uzeda e Manoel Duarte três sesmarias no litoral Guarapirocaba, primeiro nome de Antonina, as primeiras daquela porção litorânea.
Eram tempos de caça ao ouro, e este ciclo intensificou-se com a chegada de homens sequiosos pelo vil metal. Com o passar dos anos, o povoamento do lugar foi se firmando, datando de 12 de setembro de 1714 a oficial povoação de Antonina.
Em 1712, Manoel do Valle Porto, depois sargento-mor, estabeleceu-se no Morro da Graciosa e a frente de grande número de escravos iniciou o trabalho de mineração e agricultura na região.
As primeiras roçadas devastaram a selva em frente a ilha da Graciosa (atualmente Corisco), que comprovaram a uberdade da terra, de grande valia para o povo do lugar.
Valle Porto conseguiu provisão de licença para a construção da primeira nave da Capela de Nossa Senhora do Pilar no povoado, que abrigava cerca de cinquenta famílias de fiéis, em tributo a Virgem Maria. Desde esta época os moradores da cidade ficaram conhecidos como “capelistas”.
Em 1797 o povoado tinha 2.300 habitantes, que viviam de mineração, pesca e agricultura de subsistência..
Neste mesmo ano, a 6 de novembro, a freguesia de Nossa Senhora do Pilar da Graciosa foi elevada a categoria de vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao Príncipe da Beira Dom Antônio. Este ato solene foi realizado na presença da nobreza e do povo em geral, que assistiu ao levantamento do pelourinho e da lavratura do ato.
Em 14 de janeiro de 1798 foi empossada a primeira câmara de vereadores de Antonina, e a primeira providência foi a reabertura da Estrada da Graciosa, no que foram ajudados por autoridades curitibanas. Em 1835 a vila tinha 3.300 habitantes.
No dia 21 de janeiro de 1857, através de Lei Provincial nº 14, torna-se município da nascente Província do Paraná.

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