Portos do Paraná publicou uma portaria que permite reduzir o tempo de espera para desatracação dos navios de exportação para cargas como soja, farelos e açúcar. Após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e da revisão da sinalização do canal de acesso, várias simulações de manobras foram realizadas para garantir o máximo de segurança.
A Portos do Paraná divulgou a atualização da Norma de Tráfego Marítimo e Permanência, que flexibiliza as manobras para desatracação nos berços onde são movimentadas, preferencialmente, cargas de granéis vegetais sólidos de exportação, como soja em grão, farelo, milho e açúcar.
“A redução nas restrições de manobras permite que os navios carregados desatraquem de maneira mais rápida, o que ampliará a produtividade nas movimentações”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
A portaria Nº 144/2025 passou a valer no dia 1º de agosto, após aprovação da praticagem e da Marinha do Brasil, e se aplica aos berços 201, 204, 212, 213 e 214 do Porto de Paranaguá.
Após a remoção da ponta da Pedra da Palangana e da revisão da sinalização do canal de acesso, várias simulações de manobras foram realizadas para garantir o máximo de segurança no momento em que as embarcações deixam o cais, sem restrições de maré ou corrente.
Os investimentos em dragagem, realizados pela empresa pública, também permitiram o aumento do calado, que é a distância entre o ponto mais profundo da embarcação (quilha) e a superfície da água, registrado no final do ano passado. A maioria dos berços e dois píeres passou de 12,8 metros para 13,1 metros.
Com o aumento de 30 centímetros no calado em 2024, a capacidade de carregamento dos navios de granéis sólidos, por exemplo, teve um acréscimo de cerca de 2 mil toneladas, tanto para o recebimento quanto para o embarque.
PRODUTIVIDADE – De janeiro a julho deste ano, os Corredores Oeste e Leste operaram 226 navios. O Corredor de Exportação Leste atingiu o recorde operacional em julho, movimentando 2.607.639 toneladas — um crescimento de 1,55% em relação às 2.567.755 toneladas registradas em maio de 2023, até então o melhor mês.
“A expectativa é que, com esta mudança, o fluxo de navios seja maior, permitindo um crescimento nos números”, afirmou o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

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