Fim de uma era? Resultados das urnas colocam em xeque a força política de Marcelo Roque
A política de Paranaguá passou por uma mudança significativa nos últimos anos, e os resultados das urnas ajudam a demonstrar a transformação do cenário político local. Marcelo Roque, que durante anos ocupou posição de destaque na política parnanguara e comandou a Prefeitura por dois mandatos, enfrentou nas últimas eleições resultados diferentes daqueles registrados em sua trajetória anterior.
Em 2016, Marcelo Roque foi eleito prefeito de Paranaguá com 32.399 votos, correspondentes a 44,02% dos votos válidos. Quatro anos depois, em 2020, foi reeleito com 36.444 votos, ou 50,45% dos votos válidos.
O cenário, entretanto, mudou nas eleições municipais de 2024. O candidato apoiado por Marcelo Roque, André Pioli, terminou a disputa com 18.847 votos, enquanto Adriano Ramos foi eleito com 58.206 votos, equivalentes a 72,30% dos votos válidos. A diferença foi de 39.359 votos. A chapa de Adriano Ramos tinha Fabiana Parro como candidata a vice-prefeita.
O resultado de 2024 representou uma alteração importante na correlação de forças políticas de Paranaguá. Depois de oito anos de Marcelo Roque à frente da Prefeitura, a cidade passou a ser administrada por Adriano Ramos. A votação expressiva obtida pela nova administração também demonstrou que o eleitorado estava disposto a escolher uma alternativa ao grupo político que havia comandado o Executivo municipal nos anos anteriores.
A mudança voltou a aparecer nas urnas em 2026. Marcelo Roque deixou a disputa municipal e concorreu ao cargo de deputado estadual pelo PSD. De acordo com os resultados eleitorais divulgados após a apuração, ele recebeu 21.604 votos em todo o Paraná e não conseguiu uma das 54 cadeiras da Assembleia Legislativa.
O eleitor virou a página? Marcelo Roque perde espaço e vê novos nomes ganharem força
Em Paranaguá, entretanto, a disputa teve um resultado particularmente simbólico. Fabiana Parro, então vice-prefeita de Adriano Ramos, foi a candidata mais votada para deputada estadual no município, com 28.041 votos, enquanto Marcelo Roque recebeu 15.071 votos na cidade.
Fabiana Parro terminou eleita deputada estadual com 42.192 votos e ocupará uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Paraná a partir de 2027.
Os números, portanto, mostram uma mudança concreta na política de Paranaguá. Marcelo Roque, que chegou a obter mais de 36 mil votos quando disputou novamente a Prefeitura em 2020, terminou 2026 com uma votação estadual de 21.604 votos e sem conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Será que a sua carreira política esteja encerrada. A política é dinâmica, e novos cargos, alianças e eleições podem alterar novamente a correlação de forças. será que a população de Paranaguá rejeita Marcelo Roque, pois os últimos resultados eleitorais representam muito.
O que os números permitem afirmar é que o espaço político ocupado por Marcelo Roque em Paranaguá foi reduzido em relação ao período em que ele venceu duas eleições consecutivas para prefeito. Em 2024, seu grupo perdeu a Prefeitura para Adriano Ramos por uma diferença expressiva de votos. Em 2026, na disputa pela Assembleia Legislativa, Marcelo Roque ficou atrás de Fabiana Parro em sua própria cidade e não alcançou uma das 54 vagas disponíveis.
Assim, mais do que decretar o fim da trajetória de qualquer político, os resultados de 2024 e 2026 permitem identificar uma mudança de ciclo. Marcelo Roque passou de prefeito reeleito e principal liderança do Executivo municipal a ex-prefeito derrotado na sucessão e, posteriormente, candidato a deputado estadual que não conseguiu se eleger.
O futuro político de Marcelo Roque dependerá de novos movimentos, alianças e, principalmente, da capacidade de reconstruir sua presença eleitoral. Por enquanto, os resultados das urnas indicam que o cenário político de Paranaguá mudou e que a força eleitoral demonstrada por Marcelo Roque em eleições anteriores já não se repetiu nos pleitos mais recentes.

Portal Litoral do paraná
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