Este é o segundo registro semelhante nas praias do estado neste inverno. O animal, com cerca de 8 metros de comprimento, já estava em decomposição avançada.
A ocorrência foi identificada durante o monitoramento de rotina feito pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), coordenado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR (LEC-UFPR).
Após o achado, a Prefeitura de Pontal do Paraná foi acionada conforme o protocolo do PRAE, contribuindo com equipe e maquinário para o manejo do corpo do animal.
Amostras biológicas foram coletadas e serão analisadas para investigar possíveis causas da morte e o estado do ambiente marinho.
A bióloga Liana Rosa, responsável pelas operações do PMP-BS/UFPR, explica que esse tipo de encalhe é mais comum nesta época do ano. “Entre o inverno e a primavera, as baleias-jubarte percorrem grandes distâncias migratórias.
Os indivíduos mais jovens tendem a ser mais suscetíveis a desafios ao longo do trajeto, o que pode levá-los ao encalhe”, comenta.
Fábio Henrique Lima, médico-veterinário e responsável técnico do projeto, lembra que muitos dos animais já chegam debilitados. “É comum observarmos sinais de desnutrição, infecções ou traumas. Mesmo quando o corpo está deteriorado, a necropsia ainda permite obter dados importantes sobre as condições de vida desses cetáceos na nossa região.”
A recomendação à população é clara: ao avistar qualquer animal marinho, seja vivo ou morto, não se aproxime e acione imediatamente o PMP-BS pelos canais oficiais.
Essa atitude é essencial para a segurança de todos e para o avanço das pesquisas sobre os ecossistemas costeiros do Paraná.
Projeto realizado pela equipe LEC/UFPR / Fotos: PMP-BS/LEC-UFPR

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